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Filme: Orgulho & Preconceito
Estados Unidos, 2005
Direção: Joe Wright

Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém, Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o Sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que irá conquistar o coração do novo vizinho, mas quando a jovem Elizabeth Bennett encontra o charmoso Sr. Darcy, ela acredita que ele seja o último homem na terra com quem ela poderia se casar um dia. Mas quando suas vidas se tornam entrelaçadas em uma inesperada aventura, ela se descobre cativada pela pessoa que jurou desprezar por toda eternidade.

 

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Minisérie "Orgulho e Preconceito"
Inglaterra, BBC, 1995

Lizzy Bennet (Jennifer Ehle) é uma romântica e decidida mulher que não concebe a ideia de se casar sem amar o esposo, mas tem de enfrentar as formalidades de uma sociedade em que o matrimônio era só mais uma ferramenta de poder. Quando um jovem milionário, Mr. Bingley (Crispin Bonham-Carter), se estabelece na pequena Meryton, a calma do local é quebrada. Lizzy sente subitamente uma repulsa pelo amigo de Bingley, Mr. Darcy (Colin Firth, Bridget Jones e Febre de Bola), mas é envolvida em uma trama que a faria descobrir facetas ocultas de Darcy.

 

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Livro: Persuasão

Persuasão
Jane Austen
Martin Claret
2010

Além de constituir um vívido retrato da sociedade rural inglesa do começo do século XIX, Persuasão (1818) conta a bela e sedutora história de Anne Elliot e Frederick Wentworth, os quais, oito anos depois do rompimento de seu noivado, reencontram-se, todavia em circunstâncias bem diferentes daquela do passado.

 

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DVD: Persuasão

DVD: Persuasão
BBC
2007

Aos 19 anos, Anne Elliott (Sally Hawkins) se apaixona perdidamente pelo belo jovem oficial Frederick Wentworth (Rupert Penry-Jones). Mas como nem a situação financeira nem sua posição na Marinha fazem dele um bom partido, Anne é persuadida pela sua família a romper o compromisso. Oito anos mais tarde, Wentworth retorna do mar tendo enriquecido e construído uma reputação. Agora, sem nunca ter deixado de amá-lo, ela pode apenas observá-lo enquanto as jovens solteiras da região se apaixonam por ele.

 

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Livro: Razão e Sensibilidade

Razão e Sensibilidade
Jane Austen
Martin Claret
2009

Após a morte de Henry Dashwood, sua esposa e filhas - a sensata Elinor, a romântica Marianne e a jovem Margaret - veem-se subitamente empobrecidas e obrigadas a trocar sua confortável mansão por um pequeno chalé em Barton Park. Enquanto Elinor é controlada e cautelosa, Marianne demonstra abertamente seus sentimentos, recusando-se a adotar a conduta hipócrita que é esperada dela. Apesar de sua prudência, Elinor torna-se cada vez mais apegada a um homem inacessível. Marianne, por sua vez, descobre que seu temperamento afetuoso não é suficiente para garantir sua felicidade. As irmãs enfrentam grandes desafios em suas vidas amorosas e são forçadas a encontrar o equilíbrio entre razão e emoção antes de conquistarem o verdadeiro amor.

 

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Livro: Emma

Emma
Jane Austen
Martin Claret
2012

Emma Woodhouse é uma mulher rica e aparentemente esnobe, mas no fundo, sua maior ambição na vida é ver os outros felizes. Quando decide que tem o talento para formar novos casais, passa a trabalhar de cupido na pequena aldeia inglesa de Hartfield. Emma foca suas atenções em Harriet Smith e em meio à busca de pretendentes para a amiga se mete em diversas confusões, sempre resgatada pelo amigo, o cavalheiro sr. Knightley.

 

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Livro: Mansfield Park

Mansfield Park
Jane Austen
Martin Claret
2012

Em 'Mansfield Park', Fanny Price mora de favor na casa dos tios ricos, para onde foi levada aos 12 anos, e aparenta ser uma menina doce que diz sim a todos os caprichos de seus tios e primos. No entanto, além da aparência frágil, Fanny concentra em si diversos conflitos da alma humana, mostrando-se uma personagem forte e profunda. Contendo dissimulações, 'Mansfield Park' pretende revelar a sociedade inglesa do século XVIII, com seus costumes peculiares e muitas vezes aprisionadores.

 

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Livro: A Abadia de Northanger

A Abadia de Northanger
Jane Austen
Martin Claret
2012

Escrito quando Jane Austen era muito jovem epublicado postumamente em 1818, 'A Abadia de Northanger' é uma comédia satírica que aborda questões humanas de maneira, tendo como pano de fundo a cidade de Bath. O enredo gira em torno de Catherine Morland, que deixa a traquila e por vezes tediosa vida na zona rural da Inglaterra para passar uma temporada na agitada e sofisticada Bath do final do século XVIII. Catherine é uma jovem ingênua, cheia de energia e leitora voraz dos romances góticos. O livro faz uma espécie de paródia a esses romances, especialmente os escritos por Ann Radcliffe.

 

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Livro: Orgulho & Preconceito

Orgulho e Preconceito
AUSTEN, Jane
Martin Claret, 2010

Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty foram criadas por uma mãe que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém, Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai. Quando o Sr. Bingley, um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que irá conquistar o coração do novo vizinho, mas quando a jovem Elizabeth Bennett encontra o charmoso Sr. Darcy, ela acredita que ele seja o último homem na terra com quem ela poderia se casar um dia. Mas quando suas vidas se tornam entrelaçadas em uma inesperada aventura, ela se descobre cativada pela pessoa que jurou desprezar por toda eternidade.

 

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Orgulho & Preconceito: uma cinderela moderna

 

É complicado e requer muita coragem, transportar para a tela um clássico da literatura. Adoro livros e, frequentemente, tenho receio de assistir as adaptações cinematográficas das obras (ainda não encontrei coragem para encarar "A Última Tentação de Cristo" e me decepcionei com "As Brumas de Avalon", por exemplo). Neste caso, o filme é bom, as performances de Matthew Macfadyen como Mr. Darcy, assim como a de Donald Sutherland, como Mr. Bennet e de Brenda Blethyn, como Mrs. Bennet, estão impecáveis. Keira Knightly encarna bem o espírito de Miss Elizabeth, com certeza.

Comparando as duas versões, no livro, Austen menciona o despertar de interesse, por parte de Darcy, na figura de Elizabeth, quando o primeiro, ao invés de se dirigir diretamente ao seu objeto de atração, passa a se aproximar de seu grupo, para ouvir as conversas dessa com outras pessoas, no entanto, sem dizer uma palavra, sem emitir uma opinião:

"Ele começou a sentir em si o desejo de a conhecer melhor, e, como primeiro passo para conversar com ela, passou a assistir às conversas dela com os outros"[1]

Há uma cena, durante o primeiro baile, em que ele está próximo (ao fundo, para ser mais exata) de Mr.Bingley, enquanto este conversa com Jane e Elizabeth, mas, desenvolvimento na tela não transmite tal situação de interesse. Senti falta desse detalhe no filme, pois, considero uma característica importante relacionado ao comportamento de Darcy:

"Não sou capaz de entrar no estilo da conversa nem fingir interesse nos problemas dos outros, como frequentemente vejo acontecer."[2]

Sou suspeita, reconheço, para falar sobre a atuação de Matthew Macfadyen (sim, fã, admito). No entanto, ele conseguiu encarnar e apresentar Mr.Darcy de forma a tornar verossímil, o fato de que seu comportamento era de um indivíduo reservado, com dificuldades de se comunicar, expressar seus sentimentos, e quando o faz, não segue regras de etiqueta, com palavras amáveis e vazias e sim, muitas vezes, com uma sinceridade que beira a rudeza:

"Era simultaneamente altivo, reservado e difícil de contentar, e seus modos, apesar de ser bem educado, não atraíam. Nesse ponto, o amigo levava vantagem. Bingley, onde quer que aparecesse, tinha a certeza de agradar, enquanto Darcy estava contunamente ofendendo as pessoas."[3]

Algumas de suas cenas conquistam facilmente o público, em especial o feminino: a tentativa de declaração no presbitério, a declaração de amor rejeitada, sua justificativa de não possuir talento para iniciar uma conversa com desconhecidos e o reencontro em Derbyshire. O ator Macfadyen descreveu Mr. Darcy da seguinte maneira: alguém que ainda está tentanto descobrir qual o seu papel nesse mundo, um jovem tímido, que ainda se encontra de luto pela morte dos pais e ao mesmo tempo, tem em suas costas a responsabilidade de cuidar da irmã caçula e da admistração da fortuna herdada. Por não partir da idéia de que se trata de um jovem orgulhoso e sim, alguém um tanto tímido, e construir Darcy em cima dessa base, é que Macfadyen consegue arrancar os suspiros da platéia, enfim, uma mistura de rudeza e doçura que ele emprestou ao personagem de Jane Austen e que o tornou perfeito para o papel de Mr. Fritzwilliam Darcy.

Senti falta de cenais adicionais, relacionadas a Mr. e Mrs. Gardiner, tios queridos de Elizabeth e, de alguma forma, responsáveis e testemunhas da aproximação do casal central. Faltaram alguns detalhes na cena da leitura da carta de Jane, com a notícia da fuga de Lydia: a saída repentida de cena de Mr. Darcy, sem dirigir palavras de despedidas aos Gardiners, foi um tanto estranha, creio, alguma falha da edição (no livro, eles não se encontram). Também foram esses, assim como Caroline Bingley, os primeiros a perceberem a atração entre Darcy & Elizabeth, por isso, na minha opinião, mereciam cenas extras durante a visita à Derbyshire. Extras e bem-vindas, também seriam as cenas do retorno de Bingley, com o Mr. Darcy "taciturno" a tira-colo, que tanto irritam Mrs. Bennet e confundem Elizabeth. Sinto-me "roubada" de algumas boas risadas que, com certeza, a atriz Brenda Blethyn seria capaz de proprocionar ao público.

A troca da pintura de Mr.Darcy, pela escultura de seu rosto (um busto, para ser mais exata), durante a visita à Derbyshire é interessante. O DVD traz como bônus, o comentário do diretor Joe Wright, sobre o uso das esculturas do salão e posteriormente, do rosto de Darcy, como uma forma de trazer à tona o despertar do desejo e da atração que este passa a exercer sobre Elizabeth.

Nas cenas anteriores, todos os eventos do reencontro nos jardins de Derbyshire, foram resumidos em um diálogo entre Darcy e Elizabeth, após esta ser surpreendida pelo primeiro. É uma das minhas partes favoritas, pois, em poucas linhas, conseguiu captar todo o capítulo, o sentimento de embaraço de ambos e a mudança de comportamento de Darcy, descritos por Austen, que no livro ocorrem nos jardins da propriedade, na presença dos Gardiners. Concordo com o comentário do diretor que faltou um "você" na fala de Mr.Darcy: "Yes, I know... you". Em português, faria ainda mais diferença, ao invés, de "Sim, eu sei", daria outro sentido ao texto: "Sim, eu conheço você".

O livro vai um pouco além da escolha de Joe Wright para o final do filme, porém, devo admitir que adorei sua decisão. A performance de Donald Sutherland, durante o diálogo entre Mr. Bennet (Sutherland) e sua filha favorita, Elizabeth (Knightly), ficou belíssima (me lembrou uma das cenas de "Gente Como a Gente" - Ordinary People -, onde ele conta para esposa que descobriu que não a ama mais).

A escolha da locação e a chuva torrencial, tornaram ainda mais dramático o pedido de casamento, um dos pontos altos da história (no livro, ocorre na sala de estar do presbitério); por outro lado, a cena original, da entrega da carta, escrita por Austen é mais interessante. Faltaram algumas linhas adicionais na narração em off da carta, relacionadas à indiferença de Jane para com Bingley, quando Darcy admite que ela, Elizabeth, conhece melhor a irmã e que, provavelmente, ele tenha se enganado nessa questão.

"Aqui, se a senhora não se enganou, fui eu que me enganei. Seu conhecimento íntimo de sua irmã tonará mais provável a última hipótese."[4]

No entanto, a fala de Elizabeth, ao mencionar que sua irmã pouco demonstra, externaliza o afeto até para com ela e o close-up na reação de Darcy, de alguma forma, solucionaram essa parte.

Ainda sobre a carta, as explicações sobre o rompimento com Mr. Wickham estão de acordo com os parágrafos de Austen, porém, a Georgiana (irmã de Darcy) da autora é, completamente, diferente da apresentada no filme, praticamente opostas em temperamento.

O filme de Joe Wright pode ser considerado uma versão da cinderela moderna, mesmo tendo como base, uma obra escrita há mais de um século. No livro, as críticas aos costumes sociais da época são mais acentuados, há uma tradução para o português, do texto integral, publicado pela Editora Martin Claret, com preço acessível. Recomendo, ambos.

Escrito por Mônica Yamagawa sobre o filme "Orgulho & Preconceito", dirigido por Joe Wright

referências
bibliográficas

[1] AUSTEN, Jane. Orgulho e Preconceito. 2a. Edição. São Paulo: Martin Claret, 2006. Tradução de Jean Melville, p.29.

[2] AUSTEN, Jane. Orgulho e Preconceito. 2a. Edição. São Paulo: Martin Claret, 2006. Tradução de Jean Melville, p.151.

[3] AUSTEN, Jane. Orgulho e Preconceito. 2a. Edição. São Paulo: Martin Claret, 2006. Tradução de Jean Melville, p.24.

[4] AUSTEN, Jane. Orgulho e Preconceito. 2a. Edição. São Paulo: Martin Claret, 2006. Tradução de Jean Melville, p.168.

site interessante

Website: The Jane Austen Centre

The Jane Austen Center

This website features an online magazine with over 500 articles. You will find articles on every aspect of Jane Austen’s life in Georgian Bath and work.  It is a compendium of recipes and historical observations and what to do in Bath UK. 

rodapé online

AUSTEN, Jane.
Pride and Prejudice.
Reginald B. Johnson, J. M. Dent, 1892
Harvard University
Google Books. Digitalizado em: 12 fev. 2008

"Jane Austen pode ter morrido intoxicada com arsênico"
Artigo de Alison Flood, Folha.Com/Guardian, Nov. 2011

"Manuscrito de Jane Austen é vendido por mais de US$ 1,6 mi"
Folha.Com/EFE-Londres, Jul. 2011

"Especialista revela que escritora Jane Austen era péssima em ortografia"
Folha.Com/France Presse, Out. 2010

Guia de leitura de "Orgulho e Preconceito" (Jane Austen)
Elaborado pela Companhia das Letras

"Estudo Comparativo das Traduções de Lúcio Cardoso e Jean Melville, da Obra Pride and Prejudice, de Jane Austen"
Texto de Francine Bendochi, Centro de Comunicação e Letras – Universidade Presbiteriana Mackenzie

"Ironia em Orgulho e Preconceito"
Texto de Fatima Ines Sonego, UNIMEP

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